Monday, December 31, 2007

Lagos - Corvo marinho


De nome científico Phalacrocorax carbo, o Corvo-marinho-de-faces-brancas é uma ave marinha que pode chegar a viver 23 anos podendo medir entre 80 centímetros a um metro. Têm cor preta com tons acastanhados e mergulham com uma grande facilidade, sendo o peixe a base da sua alimentação, mas também se alimentam de anfíbios e crustáceos. Podem facilmente ser observados entre Setembro e Abril ao longo de toda a orla costeira mas também em barragens e cursos de água no interior. Os estuários do Minho, Sado, Tejo e a Ria Formosa constituem as áreas que albergam o maior número de indivíduos invernantes do nosso país.

Preparando-se para levantar voo após ter notado a presença pouco discreta do fotógrafo amador.

Um corvo-marinho, numa posição habitual, com as asas abertas expostas ao sol para secar as penas. Fotos tiradas na doca da pesca de Lagos numa manhã destas a alguns exemplares, que segundo fonte fidedigna, pertencem à família dos corvos-marinhos que vivem instalados no Lanchão dos Artilheiros, em frente da praia D. Dona e como tal podem ser considerados filhes de Legues.

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Wednesday, December 05, 2007

Lagos


O que resta da "Bem Haja", abandonada e esquecida, após um passado de vida dura na pesca, junto à doca de Lagos.
Sou Barco
Sou barco abandonado/na praia ao pé do mar./E os pensamentos são/meninos a brincar.
Ouço o fragor da vaga/sempre a bater ao fundo./Escrevo, leio, penso,/passeio neste mundo/de seis passos e sempre o/mar a bater ao fundo...
Ei-lo que salta bravo/e a onda verde-escura/esfarela-se em trigo/de raiva e amargura.
Agora é todo azul/com barras de cinzento/e logo é verde, verde/seu brando chamamento.
O mar, venha a onda forte/por cima do areal./E os barcos abandonados/voltarão a Portugal...
Antonio Borges Coelho

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